Actualizações do modelo: A nova Honda CB1100RS oferece um carácter minimalista, desportivo e fabricado à mão, com uma geometria de ciclística mais acutilante, forquilha Showa de Dupla Válvula de Torção e 43 m de diâmetro, amortecedores traseiros de reservatório exterior, jantes de 17 polegadas em alumínio fundido e dois discos dianteiros de montagem radial e pinças de quatro êmbolos. O seu motor respira por sistemas de admissão e escape revistos e está agora equipado com uma embraiagem deslizante.
1. Introdução
Desde 1959, quando apareceram pela primeira vez a adornar a bicilíndrica CB92 Benly, as duas letras "CB" significam muito para a Honda e para os proprietários das suas motos. E, em 1969, passaram a significar ainda mais com o lançamento da tetracilíndrica CB750, num momento seminal para o motociclismo porque a primeira superbike de produção do mundo definiu um conceito que dura até aos dias de hoje.
Actualmente, o pensamento "old school" passou a ser considerado a nova tendência e, em 2013, a Honda introduziu a CB1100 – um modelo que já liderava as tabelas de vendas no Japão – também na Europa, para satisfazer a procura crescente por parte de um batalhão de condutores que vêem a CB de quatro cilindros e refrigeração por ar como uma peça de engenharia sem a qual não podem passar.
Para 2017, estão disponíveis duas versões da CB1100. As recém-chegadas CB1100RS e a CB1100EX*. Cheia de carácter retro – e diversas actualizações novas – a CB1100RS oferece um novo tipo de carácter desportivo ao modelo CB1100.
*ver as informações de imprensa da CB1100EX no documento em separado.
O modelo é fabricado nas instalações de Kumamoto, num processo de produção que foi revisto nos seus aspectos fundamentais, de forma a integrar as tecnologias e as capacidades especializadas num modelo com toda a atenção ao detalhe e pormenor, para além de um lugar na história que só vem com a passagem de muitas décadas.
Nas palavras de M. Imada, Líder de Grande Projecto da CB1100RS de 2017:
"Tal como com as CBs do passado, temos de entender o prazer intemporal que os nossos clientes retiram das suas motos de quatro cilindros refrigeradas por ar. Por isso, era muito importante conseguirmos melhorar ainda mais o carácter de "modelo de desejo" da CB1100 e aumentar-lhe as funcionalidades, numa sensação profunda de preenchimento do seu condutor. Esperamos que muitos condutores possam apreciar e compreender a estrutura de uma moto tradicional, aos comandos da nova CB1100EX.
2. Generalidades do modelo
Reduzida ao essencial, a CB1100RS tem o aspecto de uma moto de corrida dos anos 70, com mais do que um toque de café racer. O depósito curvilíneo – fabricado sem costuras soldadas – evoca um fabrico manual e o farol redondo e o painel de instrumentos de dois mostradores denotam uma silhueta intemporal. A iluminação de LEDs traz um toque de modernidade.
Suportada pelo estilo mais desportivo, a ciclística da CB1100RS tem uma geometria mais apurada do que a EX, com suspensões Showa mais firmes, travões dianteiros com pinças de quatro êmbolos e montagem radial, jantes de 17 polegadas em alumínio fundido e pneus desportivos. A posição de condução mais baixa e mais compacta move o condutor para a frente, complementando as alterações da ciclística.
O motor de quatro cilindros e refrigeração por ar respira mais facilmente graças às revisões na admissão e aos dois escapes 4-2-2 mais pequenos e mais leves; a embraiagem com função de deslizamento facilita as passagens de caixa e ajuda à estabilidade da roda traseira nas reduções.
Com um aspecto mais vivaz, a CB1100RS é a moto perfeita para atravessar a cidade ou desaparecer nas estradas recurvadas aos fins-de-semana. Este modelo possui uma engenharia requintada que prende o olhar, numa plataforma ideal para a personalização, ao sabor da imaginação.
3. Características principais
3.1 Ciclística
O quadro clássico da CB1100RS é uma unidade tubular, tipo berço, que apoia o motor em quatro pontos rígidos e duas fixações em borracha. A geometria da direcção é mais "apertada" do que a da CB1100EX, com a coluna da direcção inclinada a 26° (EX = 27°) e eixo de arraste (trail) de 99 mm (EX = 114 mm); a distância entre eixos é agora de 1.485 mm (EX = 1.490 mm), para uma direcção mais rápida e uma condução mais responsiva. O banco tem 795 mm com peso em ordem de marcha de 252Kg.
Com posição de condução e aspecto mais agressivo, a CB1100RS também está equipada com uma forquilha dianteira Showa de Dupla Válvula de Torção (SDBV) e 43 mm de diâmetro, que recorre a duas válvulas para gerar a força de amortecimento em compressão e em extensão, oferecendo uma condução excelente e estabilidade de precisão. A nova mesa de direcção superior é em alumínio fundido e tem acabamento escovado e camada translúcida; a mesa inferior mantém as colunas da forquilha numa posição mais elevada.
Os dois amortecedores traseiros com reservatório exterior (e com relações de amortecimento que complementam a forquilha dianteira) também são unidades Showa, oferecem afinação da pré-carga e funcionam em cima de um novo braço oscilante em alumínio; todo o sistema está agora melhor arranjado graças à passagem do tubo de travão pela parte inferior do braço oscilante. A protecção da corrente é em alumínio e vem substituir a anterior em plástico.
A travagem dianteira fica a cargo de um par de pinças Tokico de quatro êmbolos que actuam em discos flutuantes de 310mm com funcionalidade ABS; atrás, o sistema é complementado por um disco de 256 mm e uma pinça de um êmbolo. A CB1100RS tem jantes de 17 polegadas em alumínio fundido – com acabamentos em preto – e pneus desportivos de tamanho 120/70ZR17 à frente e 180/55ZR17 atrás. São imediatamente óbvios três efeitos destas alterações: uma direcção mais rápida, melhor aderência nas curvas e mais 3% de aceleração obtidos pela alteração geral nas relações de transmissão à custa do menor diâmetro de rolamento do pneu traseiro. As válvulas de enchimento em L facilitam o processo de verificação da pressão dos pneus.
Juntamente com o aspecto "exposto" do motor, o formato do depósito de combustível – as suas curvas e linhas – contribui muito para dar a uma moto naked todo seu carácter e toda a sua atracção e os engenheiros da Honda mantiveram a autonomia superior a 300 km, mas centraram agora as suas atenções para que o depósito tivesse uma aparência de ter sido verdadeiramente fabricado à mão.
O depósito, com capacidade para 16,8L, dispensa as costuras por bordos soldados ao longo das arestas inferiores e presta homenagem à história dos modelos CB e ao estilo contemporâneo com uma secção traseira cortada que deixa o condutor ver a tampa das válvulas. A tampa "tipo avião" do depósito acrescenta mais um toque de classe.
Aumentando o aspecto de moto café racer, os painéis laterais são em alumínio escovado com acabamento texturado fino; o banco é esguio e de perfil desportivo. As calhas pretas do banco, as linhas sem costuras nem interrupções e o guarda-lamas traseiro, também em preto, compõem uma traseira agora mais arredondada.
O guarda-lamas dianteiro é compacto e fabricado em resina, protegendo o que está atrás da roda dianteira e complementando o design minimalista da moto. O descanso lateral mais comprido facilita a colocação da moto em posição vertical.
O guiador está 7 mm mais para a frente (em comparação com o design anterior) e os poisa-pés do condutor e do passageiro estão montados em suportes mais compactos e esguios fabricados em alumínio fundido. O farol dianteiro, em posição de destaque – uma unidade de LEDs com luz de presença em espiral – encima a frente da CB1100RS com os seus suportes também em alumínio e é flanqueado por piscas de direcção compactos de LEDs.
O farolim e os piscas de direcção traseiros, bem como o suporte da chapa da matrícula, são todos de LEDs e foram reduzidos ao mínimo, oferecendo agora um aspecto mais aerodinâmico; o velocímetro e o conta-rotações são circulares e pretos, emoldurados numa peça cromada. O painel de instrumentos inclui indicador de nível de combustível, um relógio, indicador de mudança engrenada e computador de consumos e autonomia. Agora, a chave da ignição é do tipo ondulado.
A CB1100RS vai estar à disponível em Vermelho Candy Prominence e Preto Graphite, em acabamentos super-suaves, sugestivos de um polimento fastidioso e repetido.
3.2 Motor
O coração da CB1100RS apresenta um motor DOHC super-suave. Este motor tem tudo a ver com entrega linear e instantânea da potência e do binário, abundantes em todas as gamas de rotação. O pico de potência é de 90CV (66kW) às 7,500rpm e o pico de binário é de 91N·m às 5,500rpm
Com acabamentos a preto, e tampas do motor e das válvulas em alumínio, o motor de refrigeração por ar (via alhetas de 2mm) e por óleo (via arrefecedor de 9 níveis e 335mm montado à frente), atinge as 8.500rpm. A relação de compressão é de 9,5:1, com diâmetro e curso de 73,5 mm x 67,2 mm.
As duas árvores de cames são comandadas por uma corrente central e as válvulas da admissão e do escape estão inclinadas a 26,5°. As válvulas do motor têm diâmetros de 27 mm na admissão (com hastes de 2,5 mm) e 24 mm no escape (também com hastes de 2,5 mm). Um único veio de equilibragem secundário assegura um funcionamento suave.
O sistema PGM-FI e a rampa de injecção de um só corpo e 32 mm recebem o ar do conjunto de admissão de ar, revisto e encurtado, agora com novo elemento de filtragem, complementados por dois silenciadores de escape cromados e 70 mm mais curtos, com 7% menos de diâmetro e 2,4 Kg mais leves do que as unidades anteriores, permitindo aumentar as reacções do motor nas gamas de baixa e média rotação.
Com uma divisão interna em duas câmaras de expansão no interior de cada escape, cada silenciador possui ligação dupla e está optimizado em termos de ressonância, produzindo uma sonoridade verdadeiramente característica das máquinas tetra cilíndricas de outrora. Os silenciadores como que "abraçam" a moto de forma mais apertada, melhorando a altura ao solo e os colectores têm paredes duplas que evitam a descoloração por acção do calor.
A embraiagem possui agora uma função de deslizamento. A came e o patim são em alumínio e permitem poupar peso, reduzindo o esforço na manete em 16% e minimizando o efeito de "saltar" da roda traseira nas situações de travagem com o motor, aquando das reduções rápidas na caixa de velocidades. A caixa de seis velocidades de relações cuidadosamente seleccionadas entre a 1ª e a 5ª oferecem acelerações e respostas vivas; a 6ª é uma mudança de "overdrive" para reduzir os consumos de combustível e baixar a rotação do motor nas vias rápidas. A transmissão final é realizada por uma corrente 530.
O motor da CB1100RS cumpre a norma EURO4.